Viajar com seu cãozinho: curta você também!

Postado por Administrador Cadê a Gi? em

Oi viajante,

Você também tem um cãozinho de estimação e fica meio receoso do que fazer com ele quando vai viajar? Eu já passei (e passo) por isso várias vezes, já que adoramos viajar. Vou te apresentar alguns pontos positivos e também te mostrar os que não são tão legais.

Quando eu era pequena, não gostava muito de animais. Na verdade, eu morria de medo! Até que um dia, depois dos 30 e já casada, me apaixonei por um yorkshire bebê, macho, muito fofo e que nem olhava direito nos meus olhos. Não teve jeito, o Floppy veio pra casa com a gente.

Como não tínhamos filho na época, ele foi o nosso “primogênito”. Passeávamos, dávamos banho, escovávamos, eu fazia chuquinha no pêlo dele, colocava roupa, etc. Cuidávamos como se fosse um filho, mas filho esse que desde pequeno já era autônomo em suas necessidades e podia ficar umas horas do dia sozinho em casa sem problemas, rs.

Como disse, nós gostamos muito de viajar e, quando ele tinha uns cinco meses e já estava com todas as vacinas tomadas, surgiu uma oportunidade de viagem perto do Rio mesmo, para uma cidade chamada São Pedro da Serra. Então, decidimos levá-lo para sua primeira aventura de viajante em família.

Compramos uma cadeirinha de segurança de cachorro para colocar no carro, a coleira certa, levamos a carteirinha de vacinação, a ração, seus potinhos e até o jornal, já que ele foi educado a fazer as necessidades no jornal e nós não queríamos sujar o quarto da pousada. Animais educados que sabem se comportar são mais bem aceitos nos lugares e com razão, né?

Pesquisei diversas pousadas. Na época, sem tantas delas cadastradas na Internet, o jeito era ligar e saber se aceitavam cachorro. Como o Floppy era de pequeno porte, conseguimos mais facilmente uma pousadinha que o aceitou. Hoje em dia, com o crescimento da Internet, os próprios hotéis já esclarecem em suas reservas se é permitido ou não levar animais, e até qual porte o animal é aceito. Em alguns casos, pagamos uma taxa para a sua hospedagem, mesmo que nosso amiguinho fique dentro do nosso quarto. 

Chegado o dia da viagem, lá fomos nós. Tadinho do bichinho: ele vomitou muito no carro. O veterinário depois nos orientou a dar uma pequena dose de Dramin pra ele, mas não sabíamos disso. Nas outras viagens, quando ele já tinha crescido um pouquinho mais, ele melhorou bastante e já não passava tão mal no carro. Também adotamos o procedimento de tirar a comida dele umas duas horas antes de viajar, assim evitamos o enjoo no carro. Sempre levamos água para oferecer uns golinhos durante a viagem, além de programar paradas pro nosso amigão também poder “esticar as patas”.

Como era a nossa primeira vez, não conhecíamos as regras de se levar um cachorro a um hotel e, como também não fomos informados no checkin (acho que a dona da pousada também nunca tinha tido um hospede de quatro patas), nós cometemos um erro grave: No primeiro café-da-manhã na pousada, nós o levamos junto. A dona ficou toda sem jeito e pediu se nós não "preferiríamos" que a mãe dela ficasse do lado de fora tomando conta dele. Hoje em dia, os hotéis já estão mais acostumados e deixam bem claro em seus sites e no checkin as regras de locais e horários por onde os bichinhos podem entrar e frequentar. Acho que esse item deve ser muitíssimo respeitado, afinal não é porque eu amo o meu cachorro que os outros terão que gostar dele também, né? E logo eu, que nem gostava de cachorros antes de ter um, deveria saber que podem ter hóspedes que se incomodariam.

Acho que viajar com cachorro tem o lado bom e o ruim. O lado ruim é que certas horas pode ficar meio inconveniente tê-lo por perto, pois nem todos os locais aceitam a sua entrada. Quer ver? Na hora do almoço nem sempre é fácil achar um bom restaurante que permita a entrada de animais. Às vezes, alguns parques e lojas não deixam entrar com animal, o que nos faz perder a chance de conhecer o local. À noite, se achamos um restaurante que o aceite, provavelmente será permitido somente na área externa e, quando é um local frio, jantar ao ar livre pode se tornar incômodo. Também nem sempre é fácil achar um hotel que o aceite. É importante ter o cuidado de não deixá-lo sozinho no quarto por muito tempo para que ele não fique latindo e incomodando os vizinhos. Na hora da arrumação do quarto do hotel, também não é recomendado deixá-lo sozinho para que não estranhe e faça algo com a camareira... ou até fuja!

Mas o lado bom de viajar com nosso amigo é que ele pode ficar perto da gente, podemos cuidar dele e saber que está bem o tempo todo conosco enquanto todos nós aproveitamos o passeio para espairecer, inclusive ele. É... eles também curtem muito passear e explorar novos lugares. Voltam cansados pra casa, mas muito energizados pelas viagens e experiências vividas longe de casa.

Nos mais de 13 anos que vivemos juntos, levamos o Floppy em vários locais. Ele conheceu as cachoeiras de Penedo, passeou por cidades históricas, entrou nas antigas minas de ouro em Ouro Preto, foi na Feira das Flores em Holambra, foi a vários hotéis fazenda, correu em enormes e verdes campos gramados, e sempre se comportou muito bem, afinal nós somos os responsáveis pelos seus atos e pelo seu lixo também. Com pequenas restrições, conseguimos nos adaptar e sua companhia sempre foi muito positiva.

Quando o Bernardo nasceu, o Floppy já tinha 6 anos e a convivência não foi tão amigável assim. O Floppinho perdeu seu “reinado” e como eu precisei de um tempo para me adaptar ao Bê, a atenção que dava ao bichinho diminui e ele não gostou nada disso, e com toda razão.

Nas primeiras viagens com o Bê, deixávamos nosso amigo de quatro patas com a minha mãe ou em um hotelzinho que confiávamos. Por sinal, um hotel bem especial chamado Dogs Are My Life em Maricá(RJ). E como o Floppy adorava esse hotel! É meio que um sítio com muito verde, os cachorros ficam soltos durante o dia, mas sempre com supervisores e à noite dormem em baias separadas, com caminhas individuais e em ambiente refrigerado. O local possui piscina pra cachorros, brinquedos especiais e muita animação da equipe da recreação. Não era a toa que quando voltava das férias por lá, o Floppy subia no elevador chorando rs.

Com o Bernardo mais crescido, nossas viagens a 4 voltaram a acontecer, dessa vez com nossos filhos humano e canino nas suas respectivas cadeirinhas.

Nosso querido amigo viveu por 13 anos e meio conosco e foi uma grande perda quando ele se foi. Tão grande que, em menos de 1 ano depois a saudade ainda batia forte demais e por coincidências da vida, acredito que foi Floppinho quem enviou um anjinho amigo dele para ficar com a gente. Nosso novo companheiro canino se chama Gizmo.

Apesar de ser um yorkshire também, o Gizmo tem uma personalidade e atitudes bem diferentes do Floppy. Com os mesmo 5 meses, ele já viajou 5 horas de carro até São Lourenço e não teve nenhum problema: Ficou quietinho e não passou mal em nenhum momento. Ele é bem mais agarrado fisicamente a todos nós, mas também é bem mais teimoso e levado. Então não adianta achar que um animal substitui o outro, porque cada um é de um jeito, assim como nós seres humanos. Mas, assim como o Floppy, o Gizmo já mostrou que também adora viajar e conhecer novos lugares.

Abaixo alguns dos locais que nos hospedamos com o Floppy, embora não tenhamos certeza se continuam aceitando animais de estimação. Vale ligar para conferir, pois o Gizmo já conheceu alguns esse ano.

- Pousada Campos de Provence em Campos de Jordão/SP
- Pousada El Brujo em Monte Verde/ MG
- Hotel Le Canton em Teresópolis/RJ
- Hotel Vila Verde em Friburgo/RJ
- Hotel Fazenda Floresta do Lago em Socorro/ SP
- Pousada da Nina em Conservatória/ RJ
- Hotel Ibis em Campinas/ SP
- Hotel Fazenda Arvoredo em Barra do Piraí /RJ
- Hotel Fazenda Ponte Alta em Barra do Piraí/RJ
- Ibis Morumbi em SP/ SP
- Hotel Buller em Visconde de Mauá/ RJ
- Hotel Serra Verde em Pouso Alto/ MG
- Pousada Sol da Ópera em Ouro Preto/ MG
- Hotel La Plage no Peró/ RJ
- Pousada Suarez em Penedo/ RJ

Também ficamos como nosso amigo canino em algumas pousadas (que não recordamos os nomes) nas cidades de: 

- São Pedro da Serra/ RJ
- Atibaia/ SP
- Tiradentes/ MG

A próxima etapa é pegar avião com cachorro. Nunca pegamos avião com o Floppy. Antigamente era mais burocático para fazê-lo, então a gente sempre preferiu não levá-lo, mas tenho vontade de tentar com o Gizmo e ver como será. Prometo reportá-los assim que o fizermos.

Com essa experiência em criar e viajar com um cachorrinho de estimação que escolhemos com todo cuidado e carinho os produtos aqui na Cadê a Gi? para esses pets que são nossa paixão. Se quiser ver esses achados para facilitar a sua vida e viagem também, é só clicar aqui.


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  • Com certeza esses pequenos filhos de quatro patas merecem toda o nosso carinho. E porque não aproveitar a viagem também? O meu Bingo ama viajar com a gente.

    Liana Parentes em

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